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Projeto CAVEIRAS
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Escrito por Sílvio Luis Rafaeli Neto - favor citar suas fontes.   
 

Base cartográfica

 
O trabalho se iniciou com a organização do material cartográfico e imagens de satélites disponíveis na base de dados do Laboratório de Geoprocessamento do Departamento de Engenharia Ambiental da UDESC Lages e de fornecedores gratuitos na internet. Foram utilizadas Folhas Topográficas do IBGE editadas pela EPAGRI/CIRAM, nas escalas 1:100.000 e 1:50.000, imagens multiespectrais CBERS (20m de resolução espacial) do INPE de Agosto de 2008, multiespectrais LANDSAT (30m) de Outubro de 2004 e imagens QUICKBIRD (0,6m) do Google Earth. O divisor de águas que delimita a bacia hidrográfica do Rio Caveiras, as curvas de nível e rede de drenagem foram utilizadas a partir da base de dados construídas por RAFAELI NETO (1994). O divisor de águas da bacia hidrográfica do Rio Canoas e o rio principal foram utilizados a partir de DEBASTIANI et all. (2007). As áreas alagadas das PCHs foram obtidas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Lages. Este material foi reunido no Sistema de Informações Geográficas SPRING, padronizado no datum horizontal SAD’69. As imagens de satélites foram submetidas a um processo de georreferenciamento e posteriormente submetidas a tratamentos de realce e classificação supervisionada. Para a classificação foi utilizado como pontos de controle o conhecimento empírico da região, pontos coletados no sobrevôo de helicóptero de Maio de 2008, pontos oriundos do Google Earth e de pontos disponíveis na base de dados do laboratório.Com a aquisição posterior de uma licença do sistema ArcView fez-se a migração dos dados vetoriais.
 
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Escrito por Sílvio Luis Rafaeli Neto - favor citar suas fontes.   

 

 

Introdução

Com uma área aproximada de 2400 km2 e 130km de extensão do talvegue principal (RAFAELI NETO, 1994), a Bacia Hidrográfica do Rio Caveiras está situada na região serrana de Santa Catarina, sendo a segunda maior sub-bacia da Bacia Hidrográfica do Rio Canoas (Figura  1).

A maior cidade da região que se abastece de suas águas também é seu maior poluidor. Estima-se que a qualidade das suas águas esteja mais comprometida num trecho de 70km, o qual se inicia com o ponto de captação de água que abastece a cidade de Lages (160.000 hab.). O terço superior do rio, a montante deste ponto, é considerado classe 1 (SEPLAN, 1977), onde convivem comunidades rurais esparsas e a cidade de Painel, com cerca de 2500 habitantes. A jusante deste ponto, o rio recebe os efluentes industriais de uma cervejaria e efluentes urbanos de Lages, principamente através dos rios Ponte Grande (24km2) e Carahá (30km2) (RAFAELI NETO, 1994a). Na seqüência de seu trajeto, o rio é represado pela Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Salto Caveiras, cujo lago com cerca de 17km2 de superfície e 54 km de perímetro, o qual serve também para recreação de contato direto a cerca de 1000 pessoas nos dias de calor e a atividades econômicas de uma comunidade instalada ao seu redor. Além destes usos, estão para serem construídas à jusante mais três represas (ANEEL, 2005) para geração de energia (Figura  2), como resultado de um processo de três anos, durante o qual não houve participação da sociedade da bacia. Os aproveitamentos hidrelétricos Itararé (10 MW de potência instalada), João Borges (19 MW) e Pinheiro (10 MW), cada qual com cerca de 4 km2 de lago, deveriam estar com o início da montagem dos canteiros de obras e acampamentos instalados até 03 de Dezembro de 2006. Estas quatro PCHs comporão uma seqüência de ambientes lênticos, com cerca de 30 km2 de lago, que podem alterar as características lóticas do rio no trecho das três novas usinas. A PCH Portão (16 MW) ainda está em processo de análise no órgão ambiental.

Esta pesquisa teve por objetivo diagnosticar a qualidade das águas do Rio Caveiras antes da instalação das PCHs, mapear o uso e ocupação do solo da bacia, mapear os usos preponderantes da água, sugerir o enquadramento de trechos do rio em classes de usos e levantar o debate a cerca da água junto à comunidade da bacia, procurando aumentar o nível de conscientização dos membros da comunidade sobre a necessidade de mudança de hábitos e atitudes em relação à sua proteção, recuperação e conservação e dos demais  recursos hídricos da região.

 

 

 

 

 
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Escrito por Sílvio Luis Rafaeli Neto - favor citar suas fontes.   

 

Resumo do projeto

Cerca da metade superior dos 130km do Rio Caveiras, afluente do Rio Canoas, é considerada classe 1, sendo que no restante há uma variedade de usuários. Naquele trecho convivem comunidades rurais esparsas e uma cidade com cerca de 2500 habitantes. No seu trecho inferior, as águas são utilizadas para abastecer cidade de 160000 habitantes, receber a carga poluidora de uma cervejaria e de dois rios urbanos. Mais adiante, o rio é represado, cujo lago serve a uma geradora de energia, recreação de contato direto de cerca de 1000 pessoas nos dias de calor e atividades econômicas de uma comunidade instalada ao seu redor. Além destes usos, estarão sendo construídas a jusante mais três represas, também para geração de energia, como resultado de um processo de três anos, durante o qual não houve participação da sociedade da bacia. Não existe cadastro destes usuários, nem existem informações qualitativas da água, de modo a verificar seu enquadramento em classes de usos. Há comunidades que sobrevivem de suas águas, outras as utilizam para recreação. Há necessidade de um trabalho de educação ambiental, de modo a conscientizá-las da importância da preservação dos recursos hídricos locais e regionais. Este projeto tem por objetivos levantar informações qualitativas a respeito da qualidade das águas do Rio Caveiras, como meio de diagnosticar as condições do rio para fins de sua adequada classificação. Os dados devem ser levantados antes da instalação das hidrelétricas, servindo como linha de base para um futuro processo de negociação a ser conduzido no parlamento do Comitê Canoas. Será realizado também o mapeamento do uso e ocupação do solo da bacia através de sensoriamento remoto por satélites. Análises espaciais serão realizadas na busca de padrões. Todas as informações serão armazenadas em banco de dados compatível com o Sistema de Informações dos Recursos Hídricos de Santa Catarina e disponibilizadas no site do Comitê Canoas. 

 Passo dos Fernandes

"Passo dos Fernandes"

 
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